segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Para quem se lembra de como foi a privatização da Telebrás


Para quem se lembra de como foi a privatização da Telebrás. Achei esta preciosidade no site do PDT
http://www.pdt.org.br/diversos/argat.htm#com


A Folha de S. Paulo flagrou telefonema do Presidente Fernando Henrique exercendo tráfico de influência em favor do Banco Opportunity, de seus amigos Pérsio Arida e André Lara Rezende, para comprar a Telebrás. É mais uma bomba na sésrie quase diária de escândalos envolvendo o Presidente, quando o Brasil se vê diante de uma nova ameaça de pacote econômico para conter o efeito Argentina e a possível alta de juros nos Estados Unidos.Segundo a Folha, FHC autorizou a utilização de seu nome para pressionar um fundo de pensão estatal (o PRevi) a entrar em um dos consórcios que participaram do leilão das teles. A autorização do presidente foi dada de forma direta a André Lara Resende, o então presidente do BNDES.
A Folha de S. Paulo flagrou telefonema do Presidente Fernando Henrique exercendo tráfico de influência em favor do Banco Opportunity, de seus amigos Pérsio Arida e André Lara Rezende, para comprar a Telebrás. É mais uma bomba na sésrie quase diária de escândalos envolvendo o Presidente, quando o Brasil se vê diante de uma nova ameaça de pacote econômico para conter o efeito Argentina e a possível alta de juros nos Estados Unidos.Segundo a Folha, FHC autorizou a utilização de seu nome para pressionar um fundo de pensão estatal (o PRevi) a entrar em um dos consórcios que participaram do leilão das teles. A autorização do presidente foi dada de forma direta a André Lara Resende, o então presidente do BNDES.
Eis o trecho da conversa entre  o Presidente da República e o então presidente do BNDES, André Lara REzende: André Lara Resende - Então, o que nós precisaríamos é o seguinte: com o grupo do Opportunity, nós até poderíamos turbiná-lo, via BNDES Par. Mas o ideal é que a Previ entre com eles lá. Fernando Henrique Cardoso - Com o Opportunity? Lara Resende - Com o Opportunity e os italianos. FHC - Certo. Lara Resende - Perfeito? Porque aí esse grupo está perfeito. FHC - Mas... e por que não faz isso? Lara Resende - Por que a Previ tá... tá do outro lado. FHC - A Previ? Lara Resende - Exatamente. Inclusive com o Banco do Brasil que ia entrar com a seguradora etc. que diz, não, isso aí é uma seguradora privada porque... FHC - ... Não. Lara Resende - Então, é muito chato. Olha, quase... FHC - ...Muito chato. Lara Resende - Olha, quase... FHC - Cheira a manobra perigosa. Lara Resende - Mas é quase explícito. FHC - Eu acho. Lara Resende - Quase explícito. FHC - Eu acho. Lara Resende - Então, nós vamos ter uma reunião aqui, estive falando com o Luiz Carlos, tem uma reunião hoje aqui às 6h30. Vem aqui aquele pessoal do Banco do Brasil, o Luiz Carlos etc. Agora, se precisarmos de uma certa pressão... FHC - ...Não tenha dúvida. Lara Resende - A idéia é que podemos usá-lo aí para isso. FHC - Não tenha dúvida. Lara Resende - Tá bom.
De acordo com a Folha, as novas fitas (num total de 46) do grampo do BNDES, ainda inéditas para o público, mostram que o presidente Fernando Henrique Cardoso não só sabia como também autorizou e participou de uma operação para favorecer empresas no leilão de privatização da Telebrás. O governo argumenta que interveio, a seu ver de modo legítimo, para aumentar o valor do leilão. A Folha obteve as fitas sob a condição de não identificar a pessoa que as encaminhou. A Constituição assegura ao jornal, em seu artigo 5º, inciso 14, o direito de preservar o informante. O episódio resultou na queda de Luiz Carlos Mendonça de Barros (do Ministério das Comunicações) e de André Lara Resende (do BNDES). Mendonça de Barros foi eleito neste mês vice-presidente do PSDB, partido do presidente da República. A Folha obteve 46 fitas com conversas gravadas principalmente na sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), na época em que o leilão foi realizado, no dia 29 de julho do ano passado. Foi a maior privatização da história, com a qual a União arrecadou R¸ 22 bilhões. FHC autorizou a utilização de seu nome para pressionar um fundo de pensão estatal a entrar em um dos consórcios que participaram do leilão das teles. A autorização do presidente foi dada de forma direta a André Lara Resende, o então presidente do BNDES. As fitas que a Folha obteve e publica hoje mostram que também esteve envolvido na manobra do leilão José Pio Borges, atual presidente do BNDES. O consórcio que seria beneficiado era encabeçado pelo Banco Opportunity e pela empresa Stet, da Telecom Itália. A intenção de FHC era que a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, participasse do leilão com esse consórcio -o que acabou acontecendo, mas a manobra deu errado porque outro grupo ganhou a área pretendida, o consórcio Telemar (leia texto na pág. 1-7). Os diálogos nas 46 fitas (69 horas) foram gravados clandestinamente no ano passado. Embora a maioria das gravações tenha sido realizada presumivelmente no BNDES, no Rio, há também conversas captadas por um grampo na casa de Elena Landau, então ligada ao Banco Opportunity. Uma outra casa foi grampeada, mas o material em posse da Folha não permite identificar com precisão o endereço dessa terceira escuta. No diálogo mais importante, Lara Resende diz ao presidente que é necessário forçar o fundo de pensão estatal Previ a entrar no consórcio do Opportunity e da Stet. O presidente concorda. Considera arriscado manter o "aventurismo" que seria representado por um outro consórcio. Como representante do "aventurismo", o presidente cita nominalmente o empresário Carlos Jereissati. Depois disso, já que FHC concordava com a operação, Lara Resende pede explicitamente para usar o nome do presidente como forma de pressão. Os dois discutem como acertar a entrada da Previ, no consórcio do Opportunity com o grupo italiano. A Previ também negociava com o consórcio Telemar, de Carlos Jereissati.

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