segunda-feira, 7 de março de 2011

A propagada imparcialidade da grande imprensa é uma "ilusão de óticas"


Para jornalista de O Globo, blogosfera é parcial, imprensa não

E se os porta-vozes da opinião da grande imprensa tivessem seus contratos rompidos pelas "bolas-fora" que constantemente emitem?
Aí se os donos da grande imprensa considerassem a realidade como ponto de partida da construção da informação, não somente partindo do alinhamento ideológico que alicerçam uma disseminação comprometida?
Estas duas questões se anulariam...

Análises de expoentes da mídia como Alexandre Garcia, ex-porta voz do presidente Figueiredo, Jabour, Miriam Leitão, Reinaldo Azevedo, Merval Pereira, Lúcia Hipólito entre outros, não fornecem o perigo contido na primeira pergunta, porque estes bebem sedentos da fonte da segunda questão...

A imprensa brasileira sofre de uma grave crise de credibilidade, acentuada pelo surgimento da blogosfera independente, notadamente protagonizada por blogueiros progressistas, opositores da desinformação vigente nas redações dos gigantes veículos de comunicação, construtores de uma nova pauta: livre, diversa, analítica, real.

A imprensa brasileira pratica a memória seletiva: esconde seus erros e golpismos nos cortes editoriais e pelos intervalos comerciais...
A opinião da imprensa brasileira é um vaticínio, não tem como errar, pois tem todo o tempo do mundo para comprovar que estava certa "desde o início", mesmo que para isso precise desinformar, mentir ou manipular os fatos...Honduras, Chávez, Morales, Lula, Wikileaks, enchentes, futebol brasileiro e Dunga são alguns exemplos clássicos de que, em algum momento, a mídia dirá que estava certa em seus prognósticos, porque "são incapazes" de falhar!

Ler o que a imprensa brasileira diz, em geral, é um exercício de leituras inóspitas para o bom senso, ou para a convergência com a realidade e o momento histórico captados.  Tais textos publicados pela grande imprensa beiram, quase sempre, as armadilhas das chamadas que se contradizem no miolo dos próprios textos.  Não servem como informação, apenas como artefatos, muitas vezes políticos, para incriminar ou recriminar seus adversários em benefício de seus aliados.

"O Globo serve a sociedade, a blogosfera ao governo"
Durante a posse de Dilma um jornalista do diário O Globo se aproximou de mim e de alguns amigos para colher algumas impressões para sua cobertura sobre aquele fato.  Quando perguntei de que órgão ele era e respondeu que era de O Globo, brincamos em perguntar o que O Globo fazia ali.  Respondeu-nos que não era bem "assim", que a mídia teria que cobrir o governo e investigar seus erros.  E que se só existisse Paulo Henrique Amorim, Record, Azenha e Carta Capital o governo "faria o que quisesse, sem a sociedade tomar conhecimento".  Ele desistiu da matéria conosco, não servíamos para a sua pauta...
A idéia de que a imprensa age como órgão oficial de oposição já está incrustada na cabeça de seus mais comuns colaboradores.  E que órgãos livres, segundo o catequismo das redações da grande imprensa, fazem apenas o trabalho de "ajudar o governo", pois não se interessam em informar a sociedade, tal qual fazem, "exemplar e imparcialmente", O Globo, Folha, Estadão, Veja, Época etc...

Miguel Nicolelis afirma que, destruindo o castelo de areia das redações conservadoras:  "...Não existe imparcialidade nem jornalística nem científica(...)O que aconteceu no Brasil na eleição passada foi a demonstração da falácia de certos meios de imprensa e do partidarismo que invadiu essa opinião dita imparcial. Mas o desmentido só ocorreu nesse lugar capilarizado chamado blogosfera. A guerra da informação foi travada aí. A eleição foi ganha na trincheira da blogosfera, porque os desmentidos eram instantâneos”.

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